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sábado, 12 de outubro de 2013

Educando para a democracia...

... é o que estamos a fazer todos os dias na sala, mas também em toda a escola e para isso temos órgãos/instrumentos próprios:

  • Um deles é a Assembleia de Grupo/Turma, que reúne todos os dias informalmente e com maior formalidade sempre que é necessário.
  • A Assembleia de Escola é outro dos órgãos instituídos: o espaço/tempo em que toda a comunidade escolar se reúne, sob a presidência da Mesa da Assembleia, formada pelos representantes de todas as salas e presidida pelo seu Presidente (passem as redundâncias), eleito através de votação secreta entre todos os alunos da escola.
  • O Diário de Grupo/Turma é um instrumento do modelo pedagógico do Movimento da Escola Moderna Portuguesa (MEM) - no qual se integram, também, os órgãos atrás referidos - através do qual é implementado o princípio da participação democrática democrática na vida da escola e, futuramente, na sociedade (Garcia, 2010).

Na nossa sala, o Diário é assumido como “memória histórica e registo cultural de um grupo de alunos com o seu professor" (Sérgio Niza, 1991).  Trata-se de um instrumento mediador, que assegura o controlo da execução das atividades e dos projetos e que abre espaço ao debate diário de normas de convívio e de comportamentos sociais do grupo.

Foi por tudo isto que esta semana realizamos uma Assembleia de Grupo para eleger um de nós, alguém que pudesse desempenhar bem a função de Presidente da Sala Fixe.  
O perfil adequado requer que o/a candidato/a saiba falar de modo a ser compreendido por todos, não tenha vergonha/timidez para falar em público e seja um bom exemplo para os seus colegas.
Os resultados apontaram a Anita como a vencedora, logo seguida pela Leonor, que a substituirá em caso de necessidade.

Na sexta-feira realizou-se então o ato eleitoral para a Assembleia de Escola, onde os candidatos a Presidente eram os que se seguem, com as suas frases de campanha:
Após uma análise à lista de candidatos, seguimos para a Mesa de Voto, onde cada um exerceu o seu direito de escolha dos órgãos da sua escola, por voto secreto:
Após a conclusão do ato eleitoral, apuraram-se os resultados e o vencedor (pela margem mínima de 1 voto) foi o Afonso Rocha, do 3º ano, sendo a secretária (também eleita por uma curta margem de 2 votos de diferença) a Joana Rocha, do 4º ano.

Pondo em prática estas atividades enquadradas na metodologia MEM, vamos de encontro ao que esta preconiza, quando "considera que mais do que transmitir técnicas e conhecimentos, interessa dotar os alunos de competências para poderem viver num mundo cada vez mais complexo" (Inês Reis Leão, 2010, aqui).

2 comentários:

Rosa Alves disse...

É de pequenino que se torce o pepino. Como vós, também nós educamos para a democracia. Só nos falta a "Assembleia de escola". Quem sabe, um destes dias também lá chegamos.É que o caminho, faz-se caminhando.
Continuem dando "lições de cidadania".
Beijinhos Triquiteiros.

Ofélia disse...

Será que esses cidadãos virão a conhecer um sistema democrático fora da escola? Tenhamos esperança!
Parabéns Juca e muita "saúde" para o MEM

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