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quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Experiências do 1º dia de Outono

Começamos o dia em torno das ciências... logo hoje, que chegou o Outono, interrogamo-nos porque é que as folhas caem das árvores!
- Não são todas, são só as castanhas!
- Pois, as verdes continuam lá!
E observamos da janela como isso era mesmo verdade. Lá fora no recreio comprovamos: as folhas verdes continuavam nas árvores, enquanto que as amarelas, laranjas e castanhas caíam ao chão.
 
Para perceber porque isso acontece, realizamos uma experiência com um nome difícil: cromatografia, seguindo este protocolo. Usamos uma folha verde, apanhada de um limoeiro e uma outra folha castanha, de um plátano.
A primeira etapa foi cortar as folhas em bocadinhos (da castanha só cortamos metade, porque era maior do que a verde) porque não tínhamos almofariz para as esmagar. Deitamos os pedacinhos em duas taças de vidro - verde numa e castanha noutra -  e juntamos álcool. Observamos que este é como a água, não tem cor...
- É incolor.
- Não é nada, é transparente!
- Também é transparente, porque deixa ver para o outro lado, mas quando alguma coisa não tem cor, diz-se que é incolor. 
- A taça de vidro também é incolor e transparente!
Depois esperamos, enquanto levantávamos algumas hipóteses sobre o que iria acontecer:
- Os bocadinhos de folhas vão ficar molhados!
- E o álcool vai mudar de cor...
Foi isso mesmo que começamos logo a ver...
Faltava só a última etapa, colocar papel de filtro dentro das taças, para captar as cores que estavam no interior da folha.
Depois a professora explicou que, tal como as pessoas têm sangue a circular por todo o corpo, também as árvores têm uma coisa parecida, um líquido que se chama seiva e que é o alimento das folhas. Essa seiva, quando tem clorofila, põe as folhas verdes; quando não tem, as folhas passam a amarelo, castanho ou vermelho...
- Ora, quando nos cortamos... 
- Sai sangue!
- Então quando cortamos as folhas... 
- Sai seiva!
Os cientistas chamam pigmentos às cores das folhas e, de acordo com a estação do ano, uns estão mais presentes do que outros. 
Esta experiência permitiu-nos ver os pigmentos presentes em cada uma das folhas sendo que, na folha verde, estava presente a clorofila, enquanto que na castanha não. 
No Outono a concentração de clorofila desce, para as árvores se protegerem do frio, reduzindo o seu gasto de energia.
No final os mais crescidos representaram o que aprenderam e a professora escreveu...
Eis aqui a explicação científica para a queda das folhas no Outono. Para outra altura ficará a questão das árvores de folha perene e caduca...

Ainda aproveitamos a metade da folha castanha para descobrir o conceito de simetria, usando um espelho georefletor...
O espelho projeta a imagem da metade da folha para o outro lado e podemos até desenhá-la!

O dia prosseguiu com mais monstrinhos, feitos por grandes e pequeninos...
E terminou com muitas brincadeiras, que fotografamos nós próprios (em auto-gestão, como diz a professora ;-)
Lá pelo meio ainda "terminamos" o Quadro da Malta Fixe, escrevendo o título:
Usamos os fixes de lã que fizemos, para representar grandes (de 6 e 5 anos), médios (de 4) e pequenos (de 3 anos).
Só falta o Rodrigo e a Iara regressarem, para ficar prontinho :-)
Então até amanhã!

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