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quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O Natal, os projetos, os sons, a tecnologia...

... e como isto tudo está relacionado!
Na nossa sala temos a Área dos Projetos, onde desenvolvemos todas as ideias e trabalhos que queremos ou precisamos. Lá temos diversos materiais, muitos deles de desperdício, para reutilização e gostamos muito de inventar coisas com eles.

Foi o que aconteceu hoje:
O André M. inventou um sininho de Natal, com um som muito bonito e lembrou-se de o gravar. Foi pedir à professora para o ajudar, mas desta vez usaram o gravador áudio, pois o Audacity grava mais baixinho e havia algum ruído de fundo na sala. 

Aqui está o som do sininho que o André fez, com uma peça plástica e uma cápsula de café. 
- Só toca assim nesta posição, se puser ao contrário não toca, porque (a cápsula) não tem espaço para abanar!


O sininho fez sucesso e outros imitaram esta iniciativa...
A Luciana fez também um sininho para si...

A Maria fez dois sininhos e com cápsulas diferentes! Logo observou que os sons não eram iguais e gravou um de cada vez e só depois os dois juntos:

O Miguel P. adaptou a ideia e criou uma maraca, com um boião e tampinhas de plástico lá dentro:

Estas simples experiências são fundamentais, tal como se refere na brochura da DGIDC "As artes no jardim de infância": 
"As primeiras fases da relação estabelecida entre as crianças e a arte centram-se em aspetos sensoriais e manipulativos. As crianças pequenas são particularmente sensíveis às qualidades do som, nomeadamente nas diferenças bem notórias entre raves e agudos, fortes e fracos e timbres contrastantes.  Paralelamente, as crianças são atraídas pelos processos de produção sonora, manifestando desde muito cedo prazer em percutir um tambor, em chocalhar umas maracas (...)"

Por outro lado, estes pequenos projetos de iniciativa própria, desenvolvidos individualmente ou em grupo pelas crianças, são "uma forma inovadora, flexível, capaz de atender a um só tempo aos interesses que fazem o 'mundo da criança' e às finalidades e competências estabelecidas como desejáveis para as crianças e jovens de hoje" Gambôa, 2011

Há muitos anos atrás, já John Dewey (1859/1952) afirmava que:
"A Educação não é preparação para a vida, é a própria vida", isto porque "cria as condições para que cada sujeito, pela comunicação com os outros, adquira e mobilize um conjunto de hábitos e atitudes que lhe permitam viver condignamente e, acima de tudo, 'aprender a continuar a aprender' pela experiência".

1 comentário:

Rosa Alves disse...

E assim se vai fazendo grandes descobertas, e a documentação dessas mesmas descobertas.
Parabéns aos Fixes.
Beijinhos Triquiteiros

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