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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Uma pergunta no ar... e descobrimos a ciência escondida nas folhas

Surgiu a propósito daquilo que observamos lá fora, nestes dias bonitos que têm feito:
- Porque é que as folhas das árvores caem no Outono?

Já sabíamos algumas coisas... (são as nossas conceções prévias)
- As folhas mudam de cor
- As folhas são verdes e depois ficam castanhas
- E também amarelas e vermelhas...
- Depois caem, com o vento
- E o chão fica cheio de folhas!

- E o que é que vocês acham que acontece para as folhas caírem?
- As bruxas más fazem um feitiço e caem as folhas das árvores...(Miguel P.)
- Quando as bruxas aparecem fazem uma magia assim (a esfregar as mãos) e as folhas caem (Frederico, 3 anos)
- O vento empurra as folhas para o chão (Duarte)

Então, para perceber melhor como tudo acontece, realizamos uma experiência científica intitulada "Cromatografia das folhas", numa versão simplificada:
Precisamos de uma folha verde, uma folha castanha, tesoura, álcool, areia, um almofariz e um coador
(faltam a areia e o coador na foto)

Começamos por cortar uma folha de cada vez em bocadinhos
Depois misturamos um pouco de álcool e um pouco de areia e moemos com o pisão, procurando esmagar as folhas
No final obtivemos líquidos coloridos: 
  • no caso da folha castanha, o líquido era esbranquiçado/acastanhado (achamos que foi por causa da areia...)
  • no caso da folha verde, obtivemos um líquido esverdeado, que filtramos com um coador.

Pensando um bocadinho como as árvores são parecidas com as pessoas, vimos que, tal como as pessoas têm sangue a circular por todo o corpo, também as árvores têm uma coisa parecida, um líquido que se chama seiva (com clorofila, que lhe dá a cor verde) e que é o alimento das folhas.

Ao chegar o Outono, o tempo normalmente arrefece (este ano não tem sido bem assim...) e as árvores precisam de de poupar energia para se protegerem do frio; então, deixam de alimentar as folhas e não lhes fazem chegar a seiva. Assim as folhas morrem, como todos os seres vivos sem alimento (pessoas, animais e plantas), começam a mudar de cor e caem.

Apesar de ser um assunto algo complexo e difícil de perceber, os registos que elaboramos (gráficos e orais, incluídos nas legendas) mostram que, realmente, percebemos a resposta para a nossa pergunta, o que é muito bom!
Assim vamos construindo conhecimento científico, numa abordagem natural, em torno de temas significativos que despertam a nossa curiosidade  sobre o mundo que nos rodeia, fazendo-nos pensar e descobrir por por nós, quase a brincar, fenómenos naturais com alguma complexidade.

Porque não queremos que "a única margem de ação que se oferece aos educandos (seja) a de receberem os depósitos, guardá-los e arquivá-los". 

Na verdade, "arquivados, porque fora da busca, fora da práxis (ação), os homens não podem ser (...) só existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros. Busca esperançosa também"(Paulo Freire, 1972)

Porque é urgente compreender o papel determinante do modo como se ensina 
na construção pessoal e social de quem aprende. 

(Júlia Oliveira-Formosinho e Rosário Gamboa in 
"O trabalho de projeto na Pedagogia-em-participação")


2 comentários:

Era uma vez... disse...

Querida juca...maravilhoso trabalho! Parabéns!! Adorei muito, pois de forma tão elementar, as aprendizagens foram ao nível superior!
Excelente!
Beijinhos
laura e piratinhasnoji.blogspot.com

Rosa Alves disse...

Muito bem...grandes cientistas!
Beijinhos Triquiteiros

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