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Terça-feira, 6 de Março de 2012

A propósito da técnica multicor...

... e não só, também a propósito de uma festividade que aí vem, conhecemos hoje este livro de Elsa Lé:
Estivemos todos muito atentos para conhecer a história da Maria, que era a personagem principal:
Era uma vez um mundo lindo e radioso como um sol…
Nesse mundo, havia uma menina que vivia numa casinha feita de cores e alegria.
A menina chamava-se Maria e tinha um quarto repleto de brinquedos.
Um armário com muitos vestidos, como as princesas.
E um jardim, onde Maria balançava e voava alto, lado a lado com o seu amigo vento e sonhava…
Um dia houve uma guerra, e o seu mundo tão bonito, perdeu o brilho tornando-se sombrio e triste.
Viviam-se tempos difíceis, e as riquezas de outrora desapareceram.
Apenas o coração de Maria se mantinha alegre, doce e colorido.
O seu jardim, era o espelho do seu coração.
Um dia enquanto por lá passeava, a menina encontrou um pedacito de papel prateado, feito de estrelas e pedaços de céu.
Maria teve então uma ideia… brilhante.
Embrulharia uma caixinha de fósforos com o papel e ofereceria ao seu pai.
Assim pensou, assim o fez.
Talvez o presente amaciasse o coração do pai, agora, endurecido pela guerra.
Até…, talvez o pai voltasse a sorrir como dantes, pensou a menina.
Mas o pai não ficou nada, satisfeito!
- Não devias ter gasto dinheiro para comprar este papel prateado. Um papel tão especial deve ter custado um dinheirão! Tu não sabes que temos de poupar, para podermos comer?
O pai estava tão zangado, que nem deixou a menina falar.
Abriu a caixa… 
- A caixa está… VAZIA!
Maria tinha os olhos cheios de lágrimas, as quais lentamente rolavam pelas suas faces.
- Minha filha, tu nunca ouviste dizer, que quando se dá um presente a alguém, deve ter alguma coisa lá dentro?! – disse o pai.
- Mas a caixa não está vazia porque antes de a fechar… 
eu soprei lá dentro um milhão de beijinhos!
O coração do pai que era tão pequenino, cresceu, cresceu imenso, tornando-se enorme e colorido.
Foi então a vez do pai cobrir a menina de beijinhos de todas as cores e feitios.
Abraçaram-se com todo o carinho do mundo, num xi-coração muito apertado.
Tão apertado foi, que os seus corações permaneceram unidos para sempre.
(Versão Educação de Infância) LÉ, Elsa (2005). Um milhão de beijinhos. Porto: Âmbar.

Com tão lindas e coloridas ilustrações que trazia este livro, surgiu uma boa oportunidade para desenhar... e mais uma vez com a técnica multicor!

Segunda-feira, 5 de Março de 2012

Um contágio... multicor

A técnica multicor criada pela Leonor (3 anos) nos seus desenhos livres (e assim batizada pela Celeste), tem estado a fazer sucesso na Sala Fixe. De tal forma, que os colegas gostam de apreciar as suas produções e alguns até têm tentado fazer desenhos parecidos...
A regra parece muito simples: usar cores vivas e fortes (principalmente laranja, verde água, azul turquesa, rosa fúcsia, amarelo, vermelho) e evitar as cores mais escuras. 
Os desenhos podem ser ou não realistas, pois a técnica multicor dá para aplicar a todos!
Depois é só inventar formas novas e bonitas de ligar as cores umas às outras... 
Aqui ficam alguns exemplos:




Todos estes foram feitos hoje...

Experiência com flúor

Na sexta-feira passada preparamos a seguinte experiência:
- Colocamos um ovo (a fazer de conta que era um dente) dentro de um copo (a fazer de conta que era uma boca) com vinagre (a imitar o ácido que se forma na boca quando comemos). Era uma boca de um menino muito sujo, que nunca lavava os dentinhos!
- Colocamos outro ovo (dente) dentro de outro copo (boca) com vinagre (ácido) mas todo coberto com pasta de dentes com flúor. Era a boca de um menino fresquinho, que lavava os dentinhos 3 vezes por dia!
Não tiramos foto mas ficou assim parecido durante o fim de semana...
Hoje ao chegar fomos verificar os resultados: 
O aspeto era diferente, o primeiro copo parecia sujo com uma espuma castanha; o segundo copo tinha uma espuma branca.Retiramos os ovos e vimos que:
- A casca do ovo que imitava o dente do menino do menino sujo estava mole, até se partiu e desfez toda.
- A casca do ovo que simulava o dente do menino fresquinho estava mais dura.
Porquê?
Porque a pasta de dentes o protegeu!

No final alguns fizeram a representação gráfica e descreveram a experiência:

Agora já sabemos porque é tão importante lavar os dentinhos 3 vezes por dia, pois o flúor da pasta ajuda a fortalecer o esmalte dos dentes, que é assim duro como a casa do ovo, mas pode furar e ficar fraquinho com o ácido que se forma na boca quando comemos.

Domingo, 4 de Março de 2012

Projeto Heróis da Fruta - resultados finais

Terminado o prazo de votações, saíram os resultados da votação de âmbito nacional nos 216 Hinos da Fruta validados a concurso.
O Hino da Fruta da Sala Fixe "valeu" 389 votos, o que foi um grande feito, tendo em conta o meio pequeno em que estamos inseridos... por isso, muito obrigada a todos os que contribuíram para este resultado, que nos colocou em 39º lugar.

Não conseguimos o nosso objetivo nesta fase, que era o de integrar os 20 finalistas, mas conseguimos outro muito mais importante e transversal a todo o trabalho desenvolvido: mudar hábitos de crianças e famílias, tornar os mais pequenos mais saudáveis e mais dispostos a ingerir fruta no seu dia a dia. E esse é um "prémio" que ficará para a vida...
Também os nossos colegas de escola ficaram bem posicionados e merecem os parabéns:
  • A Sala dos Amigos ficou em 60º lugar, com 327 votos;
  • A Sala do 1º ano ficou em 135º lugar, com 138 votos;
  • A Sala do 2º ano classificou-se em 198º lugar, com 49 votos;
  • E a Sala do 3º ano ficou em 177º lugar, com 92 votos.
Bem haja a APCOI por esta iniciativa. 
Venham mais assim, saudáveis como esta!

Sábado, 3 de Março de 2012

A "riscalhada" e a importância do garatujar

Uma conversa durante o tempo de atividades e projetos, na área do desenho:
- O M. está a fazer "riscalhada"! - diz a M. (3 anos)
- Não estou nada! - responde o M. (3 anos)
- Estás, olha professora o desenho dele! - reafirma a M.
Aproximei-me e perguntei:
- Então, o que se passa?
- O M. está a fazer riscalhada!
- Ai é, já vou ver...? E tu? O que estás a fazer?
Olha para o seu próprio desenho e responde:
- Riscalhada...
Entretanto o M. tinha começado a chorar por causa desta "acusação"... dirigi-me a ele:
- Então, porque choras M.?
- A M. disse que eu fiz riscalhada...
- E o que é que tu fizeste afinal? Conta lá...
Olha para o desenho e responde: 
- Riscalhada...
- Não faz mal... continuem os dois os vossos desenhos!

Nota: 
"Riscalhada" é um termo que as crianças se habituaram a usar entre elas, para designar rabiscos e garatujas sem intenção representativa. 
Este comportamento não é encorajado pelos adultos, mas espontaneamente continua a surgir... As crianças médias já sabem que é normal as mais pequeninos desenharem "apenas" riscos, tal como eles faziam no ano anterior e que não devem desvalorizar os seus desenhos.

A garatuja é uma fase essencial do desenvolvimento do desenho da criança (entre os 2 e os 4 anos) e, pela sua importância, deve ser encorajada. A forma como as primeiras garatujas forem recebidas pode ter enorme impacto para o seu desenvolvimento, daí a necessidade de se conhecerem algumas fases do desenho infantil. A tendência das garatujas é para seguirem uma ordem bastante previsível. Começam com traços desordenados no papel e, gradualmente, evoluem para desenhos que têm um conteúdo reconhecível pelos adultos.
Segundo Lowenfeld (1977) há 3 fases do desenho infantil, sendo que a primeira delas inclui três etapas:
1 - A garatuja desordenada (1-2 anos):
A criança não tem consciência da relação traço-gesto; muitas vezes, nem olha para o que está a desenhar. Tem prazer em explorar o material, riscando tudo o que vê pela frente. Segura o lápis de várias formas, com as duas mãos ou alternando. Não usa o dedo ou o pulso para controlar o lápis. Faz movimentos de vaivém, vertical ou horizontal e, muitas vezes, o corpo acompanha o movimento. Enquanto  se encontrar na fase da garatuja desordenada, fazer um desenho de algo "real" é inconcebível. Tentar que o faça seria como tentar ensinar um bebé, que apenas balbucia, a pronunciar corretamente as palavras.

2 - A garatuja ordenada (ou controlada) (2 anos):
Mais tarde a criança descobre que existe uma ligação entre os seus movimentos e os traços que faz no papel. Isto pode ocorrer mais ou menos seis meses após ter começado a garatujar. Trata-se de um passo muito importante, pois a criança já descobriu o controle visual sobre os traços que faz. Passa a olhar para o que faz, começa a controlar o tamanho, a forma e a localização do desenho no papel. Descobre que pode variar as cores. Começa a fechar as suas figuras em formas circulares ou espiraladas. Antes deste estádio, estava satisfeita com os movimentos, mas, agora, passou a ligar esses movimentos ao mundo à sua volta. As garatujas tornam-se, então, mais elaboradas e a criança descobrirá, muito entusiasmada, relações entre o que desenhou e alguma coisa em seu meio mas, na verdade, poderá ainda haver escassa relação entre o seu trabalho e a representação visual daquilo a que ela se refere... então começa a dar nome às suas garatujas. Pode dizer: "Esta é a mãe", contudo, no desenho, isso ainda não é reconhecível.

3 - A garatuja identificada (ou nomeada) (2-3 anos):

A criança faz a passagem do movimento sinestésico (motor), ao imaginário, ou seja, representa o objeto concreto através de uma imagem gráfica. Distribui melhor os traços no papel. Anuncia o que vai fazer, descreve o que fez, relaciona o desenho com o que vê ou viu, sendo que o seu significado ainda só é inteligível para ela mesma. Começa a dar forma à figura humana.

A partir daqui inicia-se a fase pré-esquemática (4 a 6 anos) e começam a surgir no desenho da criança diversos elementos reconhecíveis.
Para saber mais sobre a importância da garatuja cliquem aqui e aqui.
Assim podem incentivar melhor os vossos filhos no desenvolvimento da sua expressão gráfica.

Quinta-feira, 1 de Março de 2012

Uma experiência diferente...

Nada de muito especial, apenas uma mudança de suporte para a atividade da pintura, o que fez renovar o interesse a exploração dos materiais.
Em vez de papel manteigueiro ou kraft usamos papel de alumínio (ou prata, como alguns disseram). Forramos pedaços de cartão de tamanhos e formas diferentes e depois escolhemos o que preferimos.O efeito final é diferente, pois o comportamento da tinta que normalmente usamos também o é neste suporte!

Ainda não fizemos todos, mas aqui estão algumas das produções de hoje:
A técnica de escorrer o pincel precisa de apuramento, mas o efeito é bonito!

Para quê um Blogue-Portefólio?

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Para ver (ou rever) com muita atenção...

De onde nos chegam amigos...