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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Arte com arroz, açúcar e sal... (parte III)

Para terminar  tratamos dos pormenores... a tampa do frasquinho não ficava muito bem como estava...
Por isso a mãe do Santiago propôs fazermos uma aguarela e explicou-nos como se fazia:
Misturando a tinta que normalmente usamos para a pintura com água, um pouquinho de cada vez, a cor vai clareando e tornando-se cada vez mais transparente...
Quando já está muito aguada e clarinha, quase a deixar ver o papel, está pronta a utilizar.
O objectivo era cobrir a folha toda, mas sem fazer desenhos, apenas com pinceladas...
Depois da folha coberta deitamos sal, espalhando-o sobre a tinta de forma aleatória e ficou a repousar. No dia seguinte o resultado era este:




Depois marcamos um círculo na nossa folha e recortamos para fazer uma tampa decorada para o nosso frasquinho: colamos arroz, açúcar ou sal, conforme o conteúdo e decoramos a gosto.
Agora sim, as nossas obras de arte enfrascadas estão prontas!


domingo, 30 de janeiro de 2011

A tradição das Janeiras em Vila Franca

Foi acerca desse assunto que nos veio falar a mãe do Guilherme, que é Directora do Rancho Folclórico de Vila Franca, que canta as Janeiras na freguesia há já muitos anos... 

Ficamos a saber que, quando os avós dos nossos avós  eram pequeninos como nós, já cá se cantavam as Janeiras... mas não se pedia dinheiro, como agora, as pessoas ofereciam chouriços, broa, queijo, pão e outras coisas de comer e, no final, todos juntos faziam uma grande festa!

Trouxe fotografias para vermos: algumas das Janeiras que fomos cantar à comunidade local no sábado, no adro da igreja e outras das Janeiras cantadas pelo Rancho Folclórico este ano.

Veio muito bem preparada: vestida a rigor com roupas quentes, gorro e cachecol, tal como o filho, pois é assim que se faz e ambos traziam muitos instrumentos musicais que se usam para cantar as Janeiras: acordeão, viola, cavaquinho, bombo, guisos, pandeireta, castanholas...

Tivemos oportunidade de ver os instrumentos, relembrar os  seus nomes, ouvir os sons que produzem e até de os tocar...

Acompanhando a D. Raquel ao acordeão e o Guilherme ao bombo, cantamos de Janeiras de improviso, com ajuda da Celeste.
Aqui fica um "cheirinho" a tradição...

video

Práticas de cidadania

Chegados ao segundo período, terminaram os mandatos dos vários Presidentes de Sala (que já tínhamos elegido, o nosso presidente do 2º período é o Guilherme) e também do Presidente da Assembleia de Escola, pelo que hoje tivemos que ir a votos de novo, para o eleger entre todos os representantes das seis salas. 
A votação foi renhida e houve até lugar a segunda volta, pois registaram-se dois empates entre os candidatos. No final, o vencedor foi o Marcelo, do 4º ano (blogue Janela Aberta) que logo pôs os seus dotes de orador à prova, na Assembleia de Escola que hoje teve lugar.

A IV Assembleia de Escola da EB1/JI de Vila Franca foi demorada, mas muito participada. Avaliaram-se os resultados de decisões anteriores e discutiram-se  os principais problemas que as crianças encontram no seu contexto escolar, bem como se procuraram as possíveis soluções para eles.
Tudo coordenado pelos alunos, sendo o Presidente o responsável por gerir a reunião, impondo a ordem e dando a palavra a quem a solicitar. Um belo exercício de cidadania e um exemplo do direito à participação de que todas as crianças deveriam usufruir.

No final, votou-se o nome do novo jornal da nossa escola, que vai existir em formato digital.
A proposta vencedora foi a dos meninos do 4º ano, que foram coerentes e votaram em massa, tendo ficado "Jornal Júnior". E está quase a sair o primeiro número...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Construir letras com o nosso corpo

Esta semana aproveitamos para, na sessão de motricidade, criar letras com o nosso corpo, tal como tinham feito os bonequinhos de neve da história "A brincadeira das letras"...

Foi o máximo pois, para além de divertido, permitiu-nos explorar as possibilidades motoras do nosso corpo e, além disso, experimentar a colaboração entre pares, ao procurar construir letras em conjunto com os outros.

Até os mais pequenitos se envolveram na brincadeira e as letras construídas foram muitas... muitas mais do que as vogais que a professora tinha proposto tentarmos fazer!

Ora vejam:

Letras com o corpo on PhotoPeach

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

"Obras em casa"... da boneca!

Numa sala de jardim de infância, de vez em quando, há necessidade de repensar rotinas e reorganizar espaços e materiais... é sinal de mudança, de evolução. As crianças crescem a olhos vistos e o espaço deve "crescer" com elas, acompanhando os seus interesses e necessidades!

Foi o que fizemos esta semana: queríamos introduzir na nossa área da Casa da Boneca uma zona para disfarce, com arca das trapalhadas e tudo. 
Afinal, o Carnaval é a festividade que se segue e há que começar a "treinar" (ou melhor, há que ajudar os mais pequenitos a começarem a perder desde já o medo de mascarados...)

Para isso pedimos a colaboração aos pais e de casa vieram: gravatas, saias, calças, sapatos de salto, carteiras, óculos, cintos, calças e vestidos de lantejoulas e dourados, para além de verdadeiras jóias (colares, pulseiras) com brilhantes e tudo! 
Mas também nos chegaram alguns fatos de Carnaval: do Tweety, de coelho, de palhaço, de mágico... 
Tudo muito giro e chique...
Imaginam o entusiasmo que foi tentar vestir-se e calçar-se e depois despir-se e descalçar,-se como é lógico... e voltar a calçar os sapatos! 
Estamos a treinar a autonomia e independência pessoal e os meninos de 3 anos, devagarinho, já vão sendo capazes de fazer muitas coisas quase sem ajuda...

Mas o espaço disponível era pouco e tivemos que reorganizar a cozinha e o quarto da boneca, (que ficaram mais apertadinhos), introduzindo a mala das trapalhadas e o cabide com os fatos mesmo ao lado do espelho. 
Agora sim, a área da Casa da Boneca, que era a menos procurada da sala (talvez por existirem no grupo apenas 3 meninas) tem sido muito concorrida...

Surgiu também uma regra muito importante: é "proibido" espalhar as coisas no chão. 
As roupas guardam-se nos armários, não são para espalhar e é de pequenino que se educa o menino...
 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Arte com arroz, açúcar e sal... (parte II)

Retomando o assunto que deixou algumas pessoas curiosas, vamos então ao que se seguiu...

Se bem se lembram, o arroz ficou a secar para que, no dia seguinte, na segunda visita da mãe do Santiago, se terminasse a actividade.

A proposta  incluía o uso de pequenos boiões de vidro com tampa (do tipo dos alimentos de bebé) que tinham sido pedidos aos pais anteriormente e íamos tentar fazer uma composição colorida, em camadas, tipo "paisagem"...

Cada um escolheu então com o que queria encher o seu frasquinho (arroz, sal ou açúcar) e depois foi só trabalhar, enchendo-os com pequenas quantidades de cada vez, alternando as cores e as tonalidades, com ajuda de funis de papel...



O resultado está à vista... o efeito é surpreendente!

Mas ainda não está pronto...
Aguardem só mais um pouquinho, na próxima semana vamos terminar e verão o efeito final.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Arte com arroz, açúcar e sal... (parte I)

Hoje a mãe do Santiago tirou a tarde para a passar connosco... antes do seu bebé nascer, o que já está para breve.
A proposta foi pensada no âmbito da expressão artística, pois ela é professora dessa área e o desafio que lhe foi lançado foi o de inventar uma actividade que envolvesse arroz, açúcar e sal, os alimentos que fazem parte da(s) nossa(s) pergunta(s). Nada fácil este desafio!

Após algum tempo de experiências caseiras, a D. Sandy veio carregada, com tudo preparado ao pormenor... para pintarmos esses 3 ingredientes! 
E aí tivemos que pôr as cabecinhas a pensar...

Começamos pelo arroz: será que podíamos usar líquidos para o pintar?
- Sim, porque o arroz não se dissolve na água!
Então usamos vários líquidos bem curiosos para conseguir colorir o arroz de várias cores:
  • Corante alimentar de ovo para o amarelo;
  • Água de cozer beterraba, para o vermelho (e ainda conhecemos a beterraba, um legume muito importante)
  • Água onde se colocaram as cargas dos marcadores que pintavam mal - para o verde, o azul e o laranja.
Foi muito fácil, depois de estarem os líquidos preparados, colocamos o arroz lá dentro e ele absorveu alguma água; depois coamos com um pano, para retirar a água em excesso e colocamos a secar ao sol. Ficou mesmo lindo!

Aqui podem ver o processo de pintura do arroz:



De seguida passamos para o açúcar: será que podia ser "pintado" da mesma forma?
Algumas cabecinhas ainda responderam sem pensar, mas logo viram que não, porque o açúcar dissolve-se na água. Então, para pintar o açúcar não podíamos usar coisas molhadas, só  secas.
A proposta foi usar giz de cores mas, como ele estava em forma de pau de giz, tivemos que o transformar em pó. Para isso usamos um pouco de lixa e foi esfregar, esfregar, esfregar, até mais não! (até ficamos cansados...)
Mas no final tínhamos um prato de pó de giz de cada cor e assim foi muito simples: misturamos um pouco de açúcar em cada um, mexeu-se bem com o dedinho e já ficou pronto o nosso açúcar de várias cores!
 Aqui podem ver o processo de colorir o açúcar:

Finalmente, quase na hora de tomar o leite (a tarde passou a correr...) faltava colorir o sal.
Como o podíamos fazer? Com coisas líquidas ou secas?
Aqui a resposta foi mais rápida: era preciso usar coisas secas, senão derretia (dissolvia-se)! 
Claro que não íamos repetir o pó de giz, pois estávamos todos com o braço dorido de tanto esfregar... (mas cheios de músculo!)
Então usamos coisas que todos temos em casa, ora vejam:
  • Pimenta branca
  • Açafrão
  • Farinha de trigo
  • Chocolate em pó
  • Canela
  • Pimentão doce (colorau)
E também, para dar um toque brilhante e especial, purpurinas vermelhas!
Este processo (esta "experiência" como diziam os mais pequenos) foi ainda mais fácil: deitamos sal em vários recipientes e depois misturamos estes produtos lá dentro. Ficaram com tons pastel, tons de terra, bem bonitos!
 Para colorir o sal, depois de analisado cada ingrediente, foi só misturar e ver logo o resultado!
Foi uma tarde alegre, de bom convívio, em que todos colaboraram para o mesmo fim: participar numa experiência diferente, com o objectivo de colorir arroz, açúcar e sal.

Contamos com a colaboração da mãe do Santiago, a quem agradecemos a dedicação e o esforço (não é fácil, no fim do tempo da gravidez...) e também com a ajuda da educadora Andrea e da Celeste, que foram muito importantes no apoio que nos deram.

Agora, se ficaram curiosos e quiserem saber mais... (por exemplo, para que vão servir o arroz, o açúcar e o sal coloridos...) esperem por amanhã: a D. Sandy voltará à Sala Fixe para terminar  esta actividade, depois de dar tempo ao arroz de secar.  

E por hoje mais não se pode revelar... é segredo!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

À volta de uma mesa...

"Uma mesa é uma mesa. Será?" Este é o título do livro de Isabel Minhós Martins, que a prof. Carminda, bibliotecária do agrupamento, nos trouxe para a escola, juntamente com  outros títulos da mesma autora. Explicou-nos que ela escreve os livros, mas também os ilustra e ainda tem uma editora, que é onde se fazem os livros.
Isto porque vamos dar início ao Projecto de Leitura em Vai-vem, do Plano Nacional de Leitura (ver topo) e precisávamos de livros novos.

Ao olhar os novos livros reparamos que tinham código de barras (ainda ninguém se esqueceu...) e que não começava por 560... logo, não eram produtos portugueses!

Nessa altura, perguntamos à Prof. Carminda se a Isabel (autora) era portuguesa e a resposta foi sim;
Depois perguntamos-lhe se a "fábrica dos livros" dela (a editora Planeta Tangerina) era em Portugal e ela disse que sim.
Então perguntamos-lhe porque é que os livros dela não tinham um código de barras português... aí a prof. Carminda já não soube responder-nos e aconselhou-nos a perguntar à Isabel, pois ela também tem um blogue e podíamos enviar-lhe uma mensagem. 

Foi isso mesmo que fizemos hoje, ou melhor, a professora escreveu o que íamos dizendo no blogue Planeta Tangerina. Agora vamos ficar à espera da resposta...

Enquanto isso, fomos criando e desenhando mesas de muitos tamanhos, feitos, cores e finalidades. Algumas ficaram bem originais, querem ver?



Assim se aprende a olhar as coisas do ponto de vista dos outros... e a ser criativo a partir de coisas do dia-a-dia.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Dia de eleições

O segundo período já começou há algum tempo, mas ainda não tínhamos elegido o Presidente da Sala Fixe à Assembleia de Escola da EB!/JI de Vila Franca... então esta semana dedicamo-nos um pouco a este dever cívico de que tanto se tem falado, uma vez que o nosso país também vai a votos no próximo Domingo para eleger um novo Presidente da República.

Nada mais a propósito, portanto!
E como os meninos da nossa sala já sabem estar atentos ao que se passa no mundo à sua volta, já sabiam tudo isso, para além de já conhecerem também o nome do actual Presidente da República e os nomes de alguns dos candidatos ao cargo:
- É o Cavaco Silva!
- E o Moura! (Claro, foi nosso Presidente da Câmara...)

Até aqui foi fácil... depois foi preciso dar uma ajudinha:
- Há um que nunca está triste, pelo contrário... é o Alegre!
- E outro tem o nome de um animal, de olhos vermelhos e pêlo branquinho... é o Coelho!
- Muito bem! Já só faltam dois, mas são mais difíceis: chamam-se Fernando Nobre e Francisco Lopes.

Para fazermos eleições na nossa sala é preciso que haja candidatos.
Por isso cada um teve que pensar se queria ser Presidente da sala ou não...
A Margarida era a única que não podia, pois já foi nossa Presidente durante o primeiro período e desempenhou as suas funções com brilhantismo, como todos reconheceram, tendo recebido até uma salva de palmas. Parabéns Margarida!

Mas devagar, devagarinho, os candidatos foram aparecendo:
  1. O primeiro foi o Guilherme, um menino de 3 anos (que entretanto já fez 4).
  2. O segundo foi a Mirian, de 5 anos, que também manifestou vontade de ser candidata.
  3. De seguida, o Rodrigo B. de 3 anos, foi ter com a professora e disse baixinho: - Eu também quero ser candidato!
  4. Mais tarde a Simone, de 5 anos, apresentou-se também como candidata.
  5. Finalmente, o Tomás L. de 5 anos manifestou também a vontade de concorrer às eleições.
Fechada a lista era preciso fazer campanha
Mas o que é isso?
- E quando eles pedem para as pessoas votarem neles e vão dizer isso para a televisão!
Então vamos  pensar porque é que cada um dos meninos acha que devemos votar nele...

Não foi fácil, mas todos juntos a pensar, lá conseguimos formar os diversos slogans de campanha. Ora vejam só se não são originais:
  • Guilherme - Votem em mim, que eu já como couves e já fiz 4 anos!

  • Mirian - Votem em mim, que eu sou fixe, nunca tenho "luzinhas apagadas"!
  • Rodrigo B. - Votem em mim, que eu sou o sol! (a primeira hipótese foi ser a chuva, mas não arranjou adeptos, estava tudo farto de chuva!)
  • Simone - Votem em mim, que eu sou crescida!
  • Tomás L. - Votem em mim que eu estou sempre à frente! (pelo menos faz por isso...)
Então elaboramos o cartaz dos candidatos e marcamos a data: 21 de Janeiro.

Hoje pela manhã preparamos o local do voto: numa mesa à parte, pois o voto é secreto, colocamos a urna, os boletins de voto que a professora fez no computador com as fotografias dos candidatos e uma caneta; depois ainda pusemos o portefólio do Afonso a servir de "cabine", porque é o maior de todos.

De seguida foi só ir votar:
- Aprendemos que se faz um X no candidato que mais gostamos e queremos escolher;
- Não se pode escrever mais nada, senão o voto não conta, é um voto nulo.

Um a um, todos foram passando pela "cabine".
No final tínhamos 15 votos na urna (hoje o João e o Santiago não vieram à escola).
Estivemos a fazer a contagem dos votos no quadro preto e verificamos que o vencedor, com 6 votos foi... o Guilherme!

 

Ele até já tinha vindo muito preparado de casa, com o cabelo em crista cheio de gel... e até já tinha comentado em casa qual era a sua frase de campanha.

Estava preparado para vencer, por isso foi só colocar-lhe a gravata e pronto! 
Está eleito e empossado o novo Presidente da Sala Fixe! 
Oxalá possa seguir o bom exemplo anterior...
                                                                                                                              

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Experimentando Ciência


O Dia dos Desafios trouxe uma experiência nova e aliciante: desta vez, a Química veio à sala.

Utilizando os alimentos que integram a nossa pergunta (o açúcar, o sal e o açúcar) descobrimos algumas das suas propriedades e atributos, nomeadamente como se comportam com a água, ou seja, a proposta era fazer uma experiência de dissolução / evaporação para descobrir de algum dos três se dissolvia ou, por outras palavras, se era solúvel na água. 

Para isso seguimos este Protocolo da Experiência:

1.      Levantamento das concepções prévias das crianças – após a apresentação oral da experiência a realizar e dos materiais a utilizar, inquirir o grupo acerca daquilo que pensam que vai acontecer e registar as suas ideias. Ei-las:
- A água vai desaparecer…
- O açúcar é que vai desaparecer!
- A água vai ficar branca.

2.      Realização da experiência de dissolução:

Apresentação da experiência em grande grupo:
Colocar em 3 taças de vidro iguais 20 ml de água (em cada);
Colocar 2 colheres de sobremesa de açúcar na primeira e mexer bem;
Colocar 1 colher de sobremesa de sal na segunda e mexer bem;
Colocar 1 colher de sobremesa de arroz na terceira e mexer bem.
Observar aquilo que vai acontecendo.
Conclusão: pedir às crianças para tentarem explicar o que aconteceu e porquê:

- O sal está a desaparecer…
- Mas o arroz não desaparece, a água é que ficou branca!
- O arroz não desaparece porque os bocados não são pequenos…
- A água chupou o açúcar!
- Ou, se calhar, o açúcar chupou a água!

Concretização individual da experiência de dissolução:
Cada criança tem 3 pequenos copos plásticos, onde deverá colocar 20 ml de  água, medindo-a pelo copo medidor.
Ser-lhe-ão distribuídos os ingredientes necessários: arroz, sal e açúcar. Deverá proceder à experiência misturando o arroz, o sal e o açúcar na água e mexendo bem.

Depois pode baralhar os copos e tentar arranjar forma de descobrir como identificar o do sal e do açúcar (pode ser feito usando o paladar).  
- E agora? Qual a taça que tem o açúcar e a que tem o sal?
Depois de verificarem que os olhos não nos davam essa informação, pois a água era toda transparente (incolor) e que o nariz também não a dava, pois a água não tinha cheiro  (inodora), tiveram que recorrer à boca e usar o sentido do paladar: colocaram o dedinho e provaram, identificando dois sabores diferentes: o salgado era da taça onde se pôs o sal e o doce era o da taça onde se colocou açúcar.

3.      Realização da experiência da evaporação (revertendo assim o processo de dissolução):

Colocar as 3 taças à janela, num local onde estejam expostas ao sol ou, em alternativa e para a obtenção de resultados mais rápidos, colocá-las sobre  uma fonte de calor, até a  água secar.
Ao longo do tempo, observar o que se vai passando: surgem cristais de açúcar e de sal (não se aplica ao arroz, pois este não se dissolveu, uma vez que não é solúvel na água).
Conclusão: procurar explicações para o que observaram.
No final, os meninos mais crescidos fizeram a representação gráfica da situação experienciada: a dissolução.

Os procedimentos de avaliação previstos foram:

-   Por parte da Educadora: observação do envolvimento e participação de cada criança; realização de registos fotográficos e escritos (das vozes das crianças); análise das suas produções / representações.
     Por parte das crianças: verbalização, aquando do registo gráfico individual e partilha em grande grupo, no momento de revisão e preenchimento do Diário de Sala.

Este foi o protocolo seguido, com  entusiasmo e interesse por parte de todos os envolvidos.

Agora é só aguardar que o tempo ajude e o sol faça o seu papel nos copinhos todos que temos colocados no parapeito da janela…

Entretanto, o dia seguinte trouxe novidades, pois o radiador fez o seu trabalho: secou a água que tinha dentro das 3 taças e pudemos analisar o que apareceu.
  • Na primeira tinha grãozinhos claros, muito secos e pequeninos – era o arroz
  • Na segunda tinha cristais pequeninos e transparentes que brilhavam – era o açúcar.
  • Na terceira tinha pedrinhas brancas e baças – era o sal.
Chegamos à conclusão que o calor fez a taça aquecer e a água também; assim a água saiu em fumo (vapor) e voltaram a aparecer o açúcar e o sal que tínhamos posto lá dentro.

Os meninos pequenos registaram esta parte da experiência com técnica mista de desenho e colagem.

 No slideshow que se segue poderão ver todos os passos desta experiência:

 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

E de uma história nasceram... letras, nomes, aprendizagens

A rotina de segunda-feira cumpriu-se, com uma história que veio dar continuidade ao entusiasmo pelos Bonecos de Neve e à necessidade de desenvolver uma actividade de consciência fonológica /abordagem ao código escrito (coisas de professores - observação, intencionalidade educativa, planificação emergente, construção de recursos digitais...)

Assim, procurando juntar o útil ao agradável, conhecemos "A brincadeira das letras", que desde logo cativou a atenção de todos, mesmo os mais pequenos... aqui fica ela:


A participação do grupo foi total, a cada página, a cada letra, todos iam dando o seu contributo, procurando palavras que começavam por esta ou aquela letra, pensando, olhando à volta, (fazendo batota com as imagens do alfabeto da parede), verbalizando e comparando sons... não, não foi uma história para ouvir em silêncio, foi uma história vivida em voz alta!

E foram tantas as coisas que aprendemos e as palavras que descobrimos...  até já sabemos que o alfabeto português tem 3 letras novas... e aplicamos competências (que tínhamos trabalhado antes aqui), quando identificamos alguns truques já conhecidos da Língua Portuguesa... como o Q, que não gosta de andar sozinho e, por isso, tem de andar sempre com o U ao lado.

Por fim,  pusemos as mãos na massa, literalmente!
Com massa de farinha modelamos as letras, tal como fizeram os bonecos de neve com o seu próprio corpo... alguns modelaram palavras, outros precisaram de uma ajudinha, mas todos se envolveram quase toda a manhã nesta actividade de modelagem tão agradável.
Ora espreitem:



Uma ajudinha aos mais pequenos, para se irem familiarizando com o seu nome escrito... 
Os mais crescidos já escrevem o  seu nome, até em letra manuscrita (e dois já estão perto de aprender a ler por sua iniciativa).
Agora também temos um menino que passou de pequeno a médio, o Guilherme, que fez 4 anos no fim de semana e já sabe escrever o nome nos seus trabalhos, assim:  GUI.

Estamos a crescer muito, não acham?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Crayon Physics

É o nome do jogo que tem feito mais sucesso ultimamente na Sala Fixe e o seu nome significa "A Física do Lápis".

Um dos seus mais fervorosos adeptos é o Afonso, que tem passado algum do seu tempo tentando superar os interessantes desafios que o jogo coloca.
  
O ambiente deste jogo é parecido com uma caixa de areia (tal qual a nossa nova área de actividades, depois mostramos). Desenha-se com um lápis virtual (crayon) movimentado pelo rato e os objectos desenhados ganham vida, mexendo-se segundo as leis da Física (physics).


Para prosseguir nos vários níveis é necessário levar o círculo vermelho até à estrela amarela, desenhando o que é necessário para que se movimente até lá e conseguindo assim reunir pontos (estrelas); quantos mais tiver, mais pode avançar no jogo, pois há níveis que só se alcançam com determinado número de estrelas... ora espreitem neste pequeno vídeo, o Afonso e amigos em acção, resolvendo problemas colaborativamente:

video

Como o tempo na sala passa depressa e nunca chega para completar os níveis, ele pediu à professora (várias vezes...) para o colocar aqui no blogue, para assim poder aceder de casa.
(É um sinal de que as crianças já são capazes de reconhecer o potencial de comunicação e interacção que o nosso blogue (e a própria internet) têm e colocam à nossa disposição).

Aqui fica então o site onde poderão descarregar a versão demo deste jogo e instalar no vosso computador, se desejarem: http://www.crayonphysics.com

Instruções:
Cliquem do lado direito onde diz "download the demo", façam "guardar ficheiro".
Depois abram-no e executem, seguindo as indicações.
Bom divertimento... e boas aprendizagens!

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dia dos Desafios: experiência de pesagem

Ainda não começamos a pesquisar, mas tivemos que esclarecer a dúvida que surgiu aquando da conversa sobre o que já sabíamos acerca da origem do açúcar, do sal e do arroz... (ver mais abaixo, em "novas perguntas, nova viagem...")

No Dia dos Desafios, que é a quinta-feira, decidimos então fazer a experiência da pesagem para verificar, afinal, quanto pesa um pacote de arroz e também de açúcar e de sal.
As senhoras cozinheiras emprestaram-nos o que precisamos - muito obrigado - mas não iniciamos a experimentação sem antes conversarmos sobre os vários instrumentos de medida que já conhecemos:
  •  A fita métrica, que usamos para medirmos a nossa altura;
  •  A balança de casa de banho, que usamos para nos pesarmos;
  •  O termómetro, que usamos para medir a temperatura do ar;
  •  O outro termómetro, que usamos para medir a nossa temperatura e verificar se temos febre.
A nossa professora chamou-nos a atenção que, na nossa sala, havia mais instrumentos de medida... hum, mas quais seriam?
E um menino dos mais crescidos lembrou-se então do anemómetro, que já usamos (no ano passado) para medir a velocidade do vento.
Mas havia mais... tínhamos era que pensar mais um bocadinho com ajuda de algumas pistas:
- Tem números...
- Tem ponteiro...
- O relógio!
- A balança também tem números e ponteiro... mas têm razão, estava a pensar no relógio. O que mede o relógio?
- As horas!
- É isso mesmo, o relógio mede a passagem do tempo.

Começamos então a experiência propriamente dita, colocando em cima da balança um pacote de arroz:
- Pesa 1!
- Pesa 1 quê? 1 chouriço? (gargalhada geral...)
- Não! 1 quilo!

E aqui abrimos ( parêntesis, pois a conversa derivou da matemática para a abordagem ao código escrito, com mais um desafio decorrente da situação:

- E como se escreve isso?
- É fácil - respondeu logo o Pedro, que é entendido nestas coisas da literacia - põe aí: um C, um I, um L e um O: CILO (nada mais lógico, não é verdade?)
- Poderia ser assim, se a Língua Portuguesa não tivesse alguns truques que vocês vão aprender quando forem mais crescidos. A letra C quando está pertinho da letra E ou da letra I não se lê C, lê-se S. Por isso é que não pode ser assim que se escreve quilo, senão lia-se cilo.

- Então escreve com o outro C, o de rabinho: QILO (raciocínio correcto!)
- Pois, mas aqui entra outro truque da Língua Portuguesa: a letra Q não gosta  nada de andar sozinha, tem de andar sempre com outra letra, que é o U, são duas letras muito amigas.
- QUILO.

- Muito bem! Mas ainda há outra maneira, mais curtinha, de escrever isso mesmo, usando outras letras... Com um K e um G escrevemos Kg. que quer dizer Quilograma.
E depois vimos que todas as embalagens tinham isso escrito.


Fechamos os parêntesis )  e voltamos à matemática...

Pesamos cada um dos 3 pacotes e verificamos que todos tinham o mesmo peso: 1 Kg.
- E se juntarmos 2 pacotes em cima da balança?
- Pesam 2 Kg.
- E os 3 pacotes juntos, quanto pesarão?
- 3 Kg!

Depois foi um ver-se-te-avias, com todos a terem ideias de coisas para pesar: livros, jogos, capas, até a nossa tartaruga Guga teve que saltar para a balança pelas mãos do Tomás L.
Era levezinha, nem chegava a 1 Kg...

- Então quanto pesa a Guga?
- Zero... não chega a 1!
- Pois, a Guga pesa menos de 1 kg, pesa só algumas gramas... (não é preciso aprofundar, mas o conceito já fica no ouvido...)

Finalmente, experiência concluída, faltava uma parte importante: o registo.
Foi feito pelos meninos grandes, individualmente.


No slideshow que se segue podem ver imagens do desenrolar desta experiência tão rica de aprendizagens em vários domínios. Uma prova em como a brincar, se aprende a sério!


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